À semelhança do emblemático caso do cachorro Orelha, cuja repercussão ultrapassou as fronteiras do país e mobilizou a opinião pública, inclusive no exterior — a morte de mais um animal vítima de maus-tratos em Andradina, desponta como um episódio de forte impacto social, com expectativa de novos e decisivos desdobramentos já nesta quarta-feira 4.
As investigações avançam sob acompanhamento atento das autoridades municipais e da Polícia Civil, reacendendo o debate sobre a necessidade de respostas firmes e exemplares diante da violência contra animais.
O caso ganhou contornos ainda mais graves após o corpo do cão Duck, que havia sido enterrado pelo próprio tutor, um eletricista-encanador, após o crime, ser localizado, desenterrado e encaminhado para necropsia em um hospital veterinário do município, nesta terça-feira.
Os exames técnicos deverão apontar com precisão a causa da morte e subsidiar juridicamente a responsabilização do acusado.
Segundo a Secretário Municipal de Meio Ambiente, Fabrício Mazotti, o investigado — apontado como autor das agressões praticadas com um capacete — ainda não foi preso, mas acompanhou agentes públicos até o local onde ocultou o corpo de Duck, na Rua Finlândia, no bairro Jardim Europa, onde o animal foi encontrado em avançado estado de decomposição.
Conforme relatado de Mazotti, o tutor apresentou inicialmente uma versão inverídica, alegando ter descartado o corpo em um ecoponto da cidade, informação posteriormente descartada pelas diligências.
LAUDO NECROSCÓPIO
O laudo necroscópico, atualmente em elaboração pelo Hospital Veterinário, será peça-chave para a formalização da denúncia junto ao MP, que deverá adotar as medidas judiciais cabíveis.
O Secretário adiantou à reportagem do Impacto Online que o animal sofreu duros golpes num lado da cabeça.
Informações preliminares ainda apontam para a possibilidade de reincidência em crimes de maus-tratos, circunstância que, se confirmada, pode agravar substancialmente a pena, conforme a legislação ambiental vigente.
Comentários: