CASTILHO - A regularização fundiária que há anos era aguardada por famílias do Assentamento Cafeeira, em Castilho, finalmente se tornou realidade.
Em um momento marcado por emoção e sensação de justiça, o prefeito Paulo Boaventura anunciou, na tarde desta segunda-feira, 27, que a área antes considerada de reserva agora passa oficialmente a integrar o assentamento, garantindo o direito de permanência a pelo menos 11 famílias que viviam no local de forma irregular.
A confirmação veio poucos minutos antes do anúncio, após despacho oficial da Comissão Fundiária do TRF3, que já havia estado no município anteriormente para vistoriar a área e ouvir as reivindicações dos moradores.
A decisão também consta em despacho do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que aprovou os nomes das famílias beneficiadas no processo.
A notícia foi compartilhada pelo prefeito durante reunião na Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, reunindo diretamente os moradores contemplados. O clima foi de alívio e conquista após anos de incerteza.
Entre os mais emocionados estava João da Silva, de 66 anos, um dos líderes do grupo. Morador da área há 17 anos, ele celebrou a vitória com palavras que traduzem a longa espera:
“Foi uma luta muito grande, de sofrimento e provações, e conseguimos vencer”, afirmou.
Outra história que simboliza essa trajetória é a de Maria Lindolfo de Jesus, que também aguardou por 17 anos a regularização da área.
Em sua fala, ela relembrou os momentos difíceis enfrentados ao longo do tempo e dedicou a conquista ao marido, José de Oliveira Neto, que faleceu antes de ver o sonho se concretizar.
A decisão representa não apenas a legalização das moradias, mas também dignidade e segurança jurídica para famílias que há anos construíram suas vidas no local.
Com a medida, os moradores passam a ter acesso a políticas públicas, crédito rural e demais benefícios destinados aos assentados.
Para a Administração Municipal, o resultado é fruto de diálogo, articulação e compromisso com quem mais precisa.
A atuação conjunta com os órgãos competentes foi determinante para transformar uma situação irregular em um direito reconhecido.
O anúncio encerra um capítulo de incertezas e abre um novo momento para as famílias do Cafeeira, agora oficialmente reconhecidas como parte do assentamento, com perspectivas mais estáveis e esperança renovada no futuro.

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