Imagine que seu filho tem uma necessidade especial de aprendizado — seja por autismo (TEA), TDAH ou outra deficiência.
Ele consegue a vaga na escola, mas ao chegar lá, as tarefas são as mesmas para todos e ele não consegue acompanhar.
O sentimento de exclusão, mesmo dentro da sala de aula, é a dor que muitos pais enfrentam hoje.
Foi pensando nessas famílias que os vereadores Chicão da Ambulância e João do Espeto protocolaram o Requerimento nº 030-2026 na Câmara Municipal.
O objetivo é simples, mas poderoso: garantir que a prefeitura não apenas dê a vaga, mas ofereça um plano de ensino personalizado para que cada criança aprenda de verdade.
O que é ‘PEI’ e por que ele importa?
O documento foca no PEI (Plano de Ensino Individualizado) e no Atendimento Educacional Especializado (AEE) .
No “dia a dia”, estes instrumentos funcionam como um mapa:
• Olhar Individual: Ele identifica o que impede aquela criança específica de aprender.
• Metas Reais: Define objetivos que a criança consegue alcançar, passo a passo.
• Voz aos Pais: O requerimento pergunta se a prefeitura está ouvindo os pais na hora de criar essas metas. Afinal, ninguém conhece o aluno melhor do que a família.
A PREOCUPAÇÃO COM A BASE DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Os vereadores não querem apenas papelada. Eles também estão questionando a estrutura real da Secretaria Municipal de Educação:
1. Profissionais: Existe um cronograma para contratar auxiliares de inclusão e professores especializados?.
2. Capacitação: Os professores das salas comuns estão sendo treinados para lidar com a diversidade?.
3. Recursos: As escolas têm salas equipadas com materiais que facilitem a vida dessas crianças?.
Na justificativa do pedido, os parlamentares destacam que, sem esse plano individualizado, a criança está na escola apenas de corpo presente.
Eles defendem que o direito ao “aprendizado efetivo” é sagrado e que a falta dessa organização é o que mais gera processos na justiça contra as cidades.
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