Após cobrança de Tião Japonês, Prefeitura revela déficit na frota de veículos. Solução para fila das caçambas pode custar até R$ 650 mil aos cofres públicos
A eficiência do serviço público de “Disk Caçamba”, em Castilho, tornou-se o centro de um debate técnico entre o Legislativo e o Executivo.
Enquanto a demanda da população cresce, a administração municipal aponta que o gargalo do sistema não é mais a falta de recipientes, e sim a escassez de veículos para movimentá-los.
O HISTÓRICO
Em maio de 2025, a Prefeitura de Castilho iniciou licitação para a compra de 30 novas caçambas estacionárias com capacidade de 3,0m3 cada. Na época, o cenário era crítico:
• A frota era limitada, com apenas 23 unidades atendendo a área urbana e 42 a zona rural.
• A movimentação diária no setor urbano já girava entre 25 a 30 caçambas, o que gerava uma fila de espera de até 15 dias.
Após a entrega dessas novas unidades em agosto de 2025, o Secretário de Obras, Dalvo Rodrigues, ressaltou que a logística depende exclusivamente de caminhões específicos.
Se um veículo quebra, todo o cronograma de atendimento aos cidadãos é comprometido. (Confira reportagem da época, acessando:
https://www.castilho.sp.gov.br/portal/noticias/0/3/9992/com-mais-30-cacambas-prefeitura-de-castilho-aumenta-prestacao-de-servico)
O NOVO EMBATE
Apesar do reforço recente, a pressão popular continua. Em 13 de fevereiro de 2026, o vereador Sebastião Reis de Oliveira (Tião Japonês) protocolou o Requerimento nº 0016/2026.
O parlamentar alertou que munícipes chegam a esperar 30 dias pela entrega de uma caçamba. Tião Japonês justificou que o acúmulo de entulho nas ruas, além de atrapalhar o trânsito, pode causar alagamentos ao obstruir galerias durante o período chuvoso.
Em resposta oficial (Ofício nº 24/2026) enviada ao prefeito Paulo Boaventura em 5 de março de 2026, a Secretaria de Obras apresentou um diagnóstico diferente:
• Diagnóstico: O problema atual não é o número de caçambas, mas o déficit na frota de caminhões.
• Fluxo Logístico: Cada pedido envolve quatro etapas (recolhimento, transporte, transbordo e nova entrega), e o volume atual de veículos é insuficiente para processar a demanda com rapidez.
• Decisão: A administração confirmou que não há previsão para novas compras de caçambas no curto prazo, focando agora na viabilização de novos veículos.
QUANTO CUSTA UM CAMINHÃO NOVO
Para resolver o “nó” logístico apontado pelo Secretário Dalvo Rodrigues, a prefeitura precisaria investir em caminhões poliguindastes 0 km.
Atualmente, os valores de mercado para um caminhão médio (toco) equipado com sistema de poliguindaste simples ou duplo variam conforme a marca (ex: VW, Mercedes ou Iveco):
Equipamento Custo Estimado (Mínimo) Custo Estimado (Máximo).
Caminhão poliguindaste 0 km R$ 480 mil, R$ 650 mil.
NOTA
Os valores dependem da potência do motor e se o sistema de guindaste é para uma ou duas caçambas simultâneas.
RESUMINDO
Segundo a resposta da Secretaria de Obras ao vereador Tião Japonês, para dinamizar o serviço Disk Caçamba e reduzir o tempo de espera dos cidadãos, a Prefeitura não precisa comprar novas caçambas. Pelo contrário.
É necessário gastar em um novo caminhão, pelo menos, quatro vezes mais do que o valor investido na compra mais recente de caçambas e, ao mesmo tempo, torcer para que os caminhões já existentes, não quebrem.

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